Com clichê boêmio,
e barulho de bar vizinho.
Mil vidas embriagadas,
num dia obstruído em solidão,
com nó(s) na garganta,
e poemas fodidos na ponta da língua.
Domingos são mais domingos de porre,
com cheiro de álcool na carne, teu sotaque na vitrola,
chuva na janela e gosto de cigarro na ponta dos dedos.
Com barba mal feita, nuca coberta de arrepio ausente de toque
e cafeína na boca. Com palavras vazias e destino entortado.
Com ressaca, olhos em brasas e orgasmos alheios.
Domingos são mais sinceros que sábados
e mais desgraçados que as palavras que não pronuncio.
Domingos só são mais domingos sem você.
Marca 28 de um mês vivo num calendário esquecido.